O que, Clarisse?

Eu quero uma chance para estudar as doenças psíquicas e promover uma vida melhor àqueles que necessitam. Quero aliar a vida mundana a questionamentos acerca do big crunch. Quero não ser afetada pela ignorância que torna a todos felizes, mas sim desenvolver um tipo único de felicidade, de tal forma que a minha alienação a respeito das mazelas do mundo não se faça necessária. Quero andar lado a lado com a sabedoria e o respeito pela vida humana. 

"Existem muitos sociólogos humanistas, mas poucos médicos humanistas. Acho que você sabe onde fará maior diferença."


Lei de Laura: trata-se de um fenômeno provocado pela própria capaz de alterar a aceleração gravitacional em um raio de dez metros, partindo de onde a Laura estiver. 


A vida é foda
E fode
E fede
É foça
É fuça
E fofura.

A maioria das pessoas não costuma ter consciência da dádiva que é o momento presente. Não acredito ser a pessoa indicada para esclarecer os porquês deste fato, mas por uma questão de fé, creio que seja prudente pensar dessa maneira (não que não haja bons argumentos para justificar tal afirmação).

Em muitos momentos da vida nós nos pegamos trocando figurinhas com o passado, e querendo que este restaure a vida que levamos. Não é pecado ou fraqueza sentir falta de algo que passou, mas é fundamental desbravar novos territórios, tanto fisicamente quanto emocionalmente. E pensar que, ao fazer isso, estaremos negando importantes informações sobre nós mesmos é uma grande bobagem, visto que não somos as mesmas pessoas que éramos há dois anos, ou dois dias. 

Lutar contra o tempo é uma luta perdida. Dar-se conta que o que foi, não é, e nunca mais será da mesma maneira, é o primeiro passo para escancarar o peito e traçar novas metas, caminhos, objetivos e sonhos. Sim, a vida é um rio, e lutar contra o tempo seria exatamente como nadar contra a correnteza. Quando se tem o tempo como aliado, se torna possível ser contemplado com belas paisagens e jornadas emocionantes, ao passo que, ser levado por ele, contra a própria vontade, o fará desconhecer o que talvez de melhor virá. 

Este ano eu, juntamente com o universo, me proporcionei amadurecer, respeitar, tolerar, aproveitar, reconhecer, agradecer e tudo isso graças ao melhor presente de todos: a humildade. Este último aprendizado me renderá uma vida inteira de vitórias. 


Eu corro os olhos pelo céu à procura da emoção que, fazendo chuva ou sol, costumava brilhar logo à minha porta. Eu passo os olhos pelas mesmas paisagens dia após dia e não há nada além de nuvens por ali. Em função da ausência de seu princípio ativo, a emoção não existe. 

Eu arrasto os dias comigo, encarando inocentemente aquele céu rude e sádico, na pura esperança de que talvez, um dia, os bons ventos a tragam de volta.

Mas os dias passam, eles teimam. O céu encanta e repreende. Acaba por me ordenar a sair dali, e, ainda sim, espero. Cansado de ser desobedecido, o céu se torna cinza. Ainda estou ali. 

Quando a fúria do firmamento chega no seu ápice, chora. Para compor a arte no solo, choro também.

Volta, eu não sei viver sem a sua participação, não sei viver os dias cinzas. Não sei encarar o mesmo céu vazio por muito tempo. 

Volta, porque se não me faltar o ar durante a espera, eu tomo fôlego e voo pra longe. 


Let it be

Nunca devemos nos sentir estagnadas no avanço das relações, pois é após a terrível monotonia, que a evolução se mostra presente. E o presente sempre provou ser muito mais do que uma demarcação de tempo. Pouco a pouco percebemos que estamos lidando com oportunidades únicas, momentos preciosos, prazeres indescritíveis, assim, em nossas mãos, sem esforço algum. O presente carrega junto a este nome, o fardo de nos entregar as belezas da vida a todo instante, incansável e persistentemente!

E esse é o motivo pelo qual eu fixo meus olhos no seu sorriso por momentos rápidos. Não porque quero guardá-los na minha memória, mas porque quero ter a consciência limpa de que aproveitei enquanto pude. E quando não puder, quero aproveitar outra coisa sua ao meu alcance, como o seu olhar, ou o seu toque. Eu quero me ver (e viver) livre de arrependimentos e discursos contidos. Eu não quero me privar de nada. E se isso nos fizer feliz, pois bem! Se não, nós resolvemos no caminho… Ainda temos uma vida inteira pra nos conhecermos, certo?


That’s the way it is

"Eu prometo não te prometer nada
Nem te amar pra sempre
Nem não te trair nunca
Nem não te deixar jamais

Estou aqui, te sinto agora
sem máscaras nem artifícios
e enquanto for bom para os dois que o outro fique

Nada a te oferecer senão eu mesmo
Nada a te pedir senão que sejas quem tu és
A verdade é o que de melhor temos para compartilhar

Tuas coisas continuam tuas
E as minhas, minhas.
Não nos mudaremos na loucura de tornar eterno
Esse breve instante que passa

Se crescermos como pessoas
Ainda que em direções opostas
Saberemos nos amar pelo que somos
Sem medo ou vergonha
De nos mostramos um ao outro por inteiro

Não te prendo e não permito que me prendas
Nenhuma corrente pode deter o curso da vida
Nenhuma promessa pode substituir o amor
Quero que sejas livre como eu próprio quero ser

Companheiros de uma viagem que está começando
Cada vez que nos encontramos novamente”


Você

É sobre você, é você; Foi você, tem sido há um tempo..


E quantas vezes eu já não feri minha alma com verdades engolidas goela a baixo? Diversas! Qual é o propósito de cultivar essa prática nociva que tende a podar tudo quanto é galho rebelde? E esse medo do diferente aniquila boas ideias, boas teorias, boas pessoas? Será que seguir o curso natural das coisas é “natural”? O que você passa a ser, a partir do momento em que nega a si mesmo e suas próprias vontades? Precisamos parar de sentir a preguiça que nos impede de ir além de nossos horizontes. Precisamos enxergar o mundo com todas as cores que nos são oferecidas. Precisamos desencaixotar nossos conceitos e deixá-los seguirem o fluxo da vida. Precisamos nos desencaixotar, eu preciso.